O novo viral gay é o cabelo de Morrissey. Todo mundo que tem a sexualidade com frouxidão igual ou maior à personalidade já raspou os lados da cabeça, deixando de resto um quase moicano topetudinho. Os mais “pra frente” ainda cultivam um “pega-rapaz”, nome cujo criador merecia um prêmio desses anuais, de nome em inglês.

Curioso que ainda não conheci ninguém de cabelo assim que conhecesse o Morrissey. De nome, que fosse. Minto, conheci um DJ. E só. Então eu fico imaginando como deve ser no cabeleireiro, sabe? Será que eles levam revistas pra mostrar fotos e falar: “quero o cabelo assim”? Ou será que gesticulam instruções enquanto explicam: “em cima pode deixar assim”? Certeza que mais de um gay já pediu pro outro uma coisa meio “anos 80”. “80´s” pros descolados – aqueles do “pega-rapaz”. E estou supondo que ao menos a referência temporal seja conhecida. Uma vez mandei VV Brown pra um amigo e ele disse que achou legal, que era super anos 80. Por sorte, ele ainda não resolveu usar o cabelo de Morrissey.

Antes que alguém me jogue qualquer coisa, já digo que nem acho feio. É moderninho (que nem aquele personagem da Turma da Xuxa) e, dependendo do formato do rosto e do tipo do cabelo, pode dar certo, porque engenharia capilar tem dessas coisas. Mas é que pra ter algo na cabeça, – um chapeuzinho de rave ou um cabelo de Morrissey – precisa, primeiro, saber de onde saiu. Pra não pegar piolho, até. Ou seborréia. Aconteceu com um menino aqui do prédio. Não sobrou nada, coitado. Se ao menos ele ouvisse Moby…

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