As coisas evoluem muito rápido hoje em dia. Ontem você gravava fitas pra ouvir no carro, agora espeta um pendrive no som. Ontem você jogava Nintendinho, hoje você joga DS. Ontem tinha gente que não sabia o que é Twitter, hoje ele tá na capa da Época. Foi pensando nisso que o artista americano Christopher Locke criou obras como essa:

k7Asportatio acroamatis

Os fósseis são criados por Locke com uma mistura de cimento e “ingredientes especiais”. O mais legal é que ele dá nomes de espécies biológicas aos objetos. Para o artista, o consumismo é o grande “predador” dessas espécies e o maior responsável pela “vida curta” que elas tiveram.

ipoEgosiliqua malusymphonicus: restos de um Ipod, espécie surgida em 2001

boomBombus colaphus: parente distante do Walkman

playLudustatarium temperosony: do tempo da carochinha

Pra quem gostou da obra de Locke, lá no site dele tem o portfolio com mais um monte de coisas legais. O trabalho do artista gira sempre em torno do consumismo, do meio-ambiente e do desperdício e inclui esculturas com metal e sucata. Há um diálogo interessante entre o biológico e o tecnológico (fósseis de objetos e animais de metal). Não por acaso, o site se chama Christopher Locke´s Heartless Machine (“A máquina sem coração de Christopher Locke”). Vale a pena dar uma olhada.

Anúncios