Daí que você acorda, já meio com febre, e tem que dar de cara com uma coisa dessas estampada numa página de notícias:

nota

Pra quem não acompanhou o caso, trata-se de uma garotinha pernambucana de 9 anos que, depois de ser estuprada pelo padrasto, engravidou de gêmeos. A notícia tornou-se destaque no Brasil e no exterior. Aí, depois que a menina retirou os bebês, que ameçavam sua prórpria vida, o gradicíssimo filho da puta que responde pela arquidiocese de Olinda e Recife, José Cardoso Sobrinho, vai e excomunga a mãe da garota e toda a equipe médica que participou do procedimento. Não satisfeito, ele resolve decalrar ao Jornal Hoje dessa sexta: “Ele [o padrasto] cometeu um crime enorme, mas não está incluído na excomunhão. Esse padrasto cometeu um pecado gravíssimo. Agora, mais grave do que isso, sabe o que é? O aborto, eliminar uma vida inocente”. Quer dizer, estuprar enteada de 9 anos, belezêra. Salvar a vida da menina (em todos os sentidos) é coisa do demo, “deus-me-livre-e-guarde”.
Isso, minha gente, se chama retórica. Acompanha: você conhece algum padre que abortou? Não, né? Até porque, precisa ser mulher pra abortar… Agora, e estupro? Já ouviu falar de algum padre que tenha cometido esse crime “não passível de excomunhão”?

pedofiliaAh, se a mãe deles tivesse abortado…

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