Daí que o parlamento inglês está discutindo Shakespeare fervorosamente. Não que política e literatura tenham se misturado. Mas um professor de uma escola infantil de lá resolveu criar uma versão gay de Romeu e Julieta (Romeo and Julian, no original) para comemorar o “mês histórico da diversidade” na Inglaterra. Resultado?

shakespeare

Bom, vamos ouvir o que a politicada tem pra dizer? Philip Davies é parlamentar do Partido Conservador (na minha humilde opinião, essas duas palavras nem deveriam estar na mesma frase, já que política necessariamente decide sobre MUDANÇAS, mas continuemos) e disse assim: “Acho preocupante que essa obra-prima da literatura seja usada para esse propósito politicamente correto“. Não é divertido? Também acho, Mr. Davies. Obras de arte não devem ser usadas para inspirar propósitos politicamente corretos ou éticos. Afinal, pra que pensar em amores proibidos e sociedade (que tipos, é o tema de Romeu e Julieta) quando a coisa tem mortes, duelos e até um assassinato, né não?

E tem mais: se o problema dele é a adaptação da obra à torta e à direita por aí, primeiro, alguém lembra o tiozinho que Shakespeare não é franquia. Até porque direito autoral dele já caducou faz tempo. E depois, adaptação de Romeu e Julieta é algo que qualquer zé mané tá fazendo hoje em dia. Devia jogar as mãos pro céu e agradecer que fizeram algo bom. Porque por aqui, meu filho…

p_romeuNé?

(da BBC)

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